A lua debruça no céu e chora, e eu sou o defunto que perderá o seu enterro. Mas o que me faz querer o que quero?
Sonhos são como pássaros: voam alto, pousam em verde, permanecem em terras férteis e regam os olhos quando contemplo a beleza.
Embalada por um momento cujo nome desconheço, dedico a ti o meu sentimento.
Pedaços de vidro caindo do céu sugerem a tristeza de um amor.
Os homens navegam por ondas sem ritmo e mesmo assim o navio perde seu rumo.
A pétala uniu-se ao fio que cosia o vestido misturando-se ao algodão.
A nossa amizade, um arame farpado, e as sombras brincam de esconder entre as paredes.
Cada um sabe o seu deserto.
O meu talento de outrora está lento agora, quiçá o reencontre na horizontal arte da noite.
(Escrita por participantes da Oficina Crônicas em Blog. Sesc - Lages – 28 de outubro de 2010)